Novo CD dos Xaque tem participação de Rui Veloso.

Falar de Rui Veloso é falar do “pai do rock português”, de um músico que acima de tudo se assume como uma pessoa simples e humilde.

Foi com essa humildade que Rui Veloso veio aos Estados Unidos para participar naquela que é a segunda gravação de um CD de originais do grupo Xaque, uma banda Luso-Americana formada na cidade de Newark, estado de New Jersey, pólo de concentração de largas dezenas de milhares de portugueses.

Muito haveria a dizer sobre a história deste grupo Luso-Americano que tudo tem feito para levar a bom porto as suas ideias musicais, o que nem sempre é fácil, num país em que a música movimenta biliões de dólares por ano.

Os objectivos que um grupo português tem num país estrangeiro, são limitados. Para colocar o seu trabalho com qualidade, acima da média, são necessários apoios e muito esforço, para que esse mesmo trabalho chegue a Portugal e uma editora discográfica o consiga promover e vender da melhor maneira, isto nem sempre é possível já que não se dá, por vezes, o devido valor ao produto nacional.

Rui Veloso veio demonstrar, com a sua vinda aos Estados Unidos, que pode ajudar músicos com talento, a melhorar os seus atributos musicais, bem como a crescer profissionalmente, abrindo-lhes deste modo novos horizontes e novas perspectivas, num mundo complexo que é o mundo da música.

Tivemos oportunidade de ter uma conversa em exclusivo com o autor de “Chico Fininho”:
 
Valeu a pena interromperes os teus ensaios e vires aos Estados Unidos?
Eu acho que valeu a pena, sem duvida...

O que é que estavas à espera de encontrar?
Antes de vir não sabia, não tinha a mínima ideia. Tinha conhecimento só do primeiro disco do Xaque . Tinha na ideia o " Jam Session " que tinha feito com eles no Taj-Mahal , em Atlantic City , basicamente. Estava expectante a relação aquilo que vinha encontrar.

Achas que a musica dos Xaque pode resultar em Portugal?
É uma questão de sorte. Mas cantando eles em Português, acho que tem fortes possibilidades de editar lá o disco e conquistar o seu próprio lugar.

Gostaste de trabalhar com os Xaque ?
Claro que gostei trabalhar com eles. Acho que fiz um bom trabalho. Gostava de os apoiar mais.

Qual é a tua opinião em relação aquilo que já esta gravado?
Acho que eles tem temas bons, ditos orelhudos, bem construídos - "Currículo Informal" por exemplo, acho que é um bom tema, é forte! As outras musicas são as baladas e a canção interpretada em Inglês, essas são as musicas que eu acho que conseguem atingir facilmente um bom "air play". 

Diogo Santos, guitarrista e um dos principais compositores do Xaque não cabia em si de contente com este grande trunfo que conquistaram com a vinda de Rui Veloso a Newark, para participar na gravação do segundo disco de originais dos Xaque. É que foi um sonho tornado realidade visto Rui Veloso ser um ídolo para todos os membros da banda, aliás Diogo Santos ficou muito surpreendido com o "Chico Fininho":
"Nunca pensei que ele fosse tão simples e tão terra-a-terra.
O Rui é uma pessoa muito humilde e se eu o admirava bastante antes de o conhecer, agora muito mais o admiro e respeito. O Rui Veloso é um GRANDE musico, é pena que em Portugal as pessoas por vezes não dêem o valor devido a quem merece."


"O Rui colocou-nos muito à vontade desde que aqui chegou, até parece que já nos conhecíamos há muitos anos. "

O que é que vai acontecer agora ao que já está gravado com Rui Veloso e ao resto das músicas?
"Acho que vamos demorar o que tivermos que demorar para sair tudo como deve ser. Aprendemos muito com o Rui e tivemos também bastantes sugestões dele, aprendemos bastante com as ideias que ele nos deu e vamos seguir as opiniões."

- "The Portuguese Post" - 1996